|🇧🇷 Seleção Feminina dá show de talento e diversidade e entra para a história sob Arthur Elias

Quatro campeonatos, quatro finais, dois títulos, 25 seleções adversárias e 99 atletas convocadas. Desde que Arthur Elias foi anunciado como técnico, em 1º de setembro de 2023, a Seleção Feminina alcançou não só números, mas feitos expressivos. Ao diversificar o elenco, buscar confrontos difíceis e conquistar vitórias inéditas, Arthur consolidou uma trajetória ascendente com a Amarelinha.
“Tenho orgulho de conduzir nossa seleção e a certeza que já marcamos uma fase importante com impacto muito positivo na história do futebol feminino brasileiro. Sinto que é uma missão de vida que recebi e nós chegaremos prontos para o maior desafio, que é a Copa no próximo ano”, resume Arthur Elias.
Em três anos, foram 48 jogos, sendo 31 vitórias, cinco empates e 12 derrotas. Com 109 gols marcados e 49 sofridos, a Seleção tem crescido na média de gols:
2023 – 1,8 gol por partida
2024 – 2,05 gols por partida
2025 – 2,06 gols por partida
2026 – 2,5 gols por partida
Média geral – 2,27 gols por partida

2024: superação, conquistas históricas e defesa menos vazada
O primeiro grande desafio do treinador foi a Copa Ouro da CONCACAF, entre fevereiro e março de 2024. Arthur Elias chegou na competição continental, que reuniu 12 seleções, com apenas duas Datas FIFA e cinco amistosos com a Seleção, no segundo semestre de 2023.
Fez uma campanha impecável, superando Porto Rico, Colômbia, Panamá, Argentina e México, até a final, em que sofreu uma derrota apertada por 1 a 0 para os Estados Unidos. Cinco meses depois, a equipe passou pelo maior teste de resiliência e superação do ciclo: as Olimpíadas de Paris.
Terceira colocada do grupo, a Amarelinha avançou ao mata-mata para uma sequência de confrontos que entraram para a história. Nas quartas de final, venceu a França pela primeira vez – até então, haviam sido 12 confrontos, com 7 vitórias para a seleção francesa e 5 empates.
Diante da então campeã mundial, Espanha, na semifinal, não se fechou e partiu para cima, garantindo um placar de 4 a 2. Na final, impôs dificuldade, mas foi superada pela seleção norte-americana por 1 a 0. A medalha olímpica veio após 16 anos, igualando o melhor resultado já alcançado pela Seleção pela Seleção no torneio: prata em 2004 e em 2008.
Para fechar um glorioso ano, que registrou a menor média de gols sofridos (0,75 gols sofridos em 2024 versus 1,02 na média geral), o Brasil conseguiu a primeira vitória contra a Austrália na casa das adversárias. Com um retrospecto de seis jogos, sendo cinco derrotas e um empate, a Seleção venceu as Matildas por 3 x 1 e 2 x 1 nos amistosos de novembro e dezembro de 2024 em solo australiano.
Rivalidade com EUA e soberania sul-americana: um novo capítulo
Na primeira Data FIFA de 2025, a equipe comandada por Arthur quebrou um jejum de mais de 10 anos, ao vencer os Estados Unidos por 2 a 1. Também foi a primeira vitória sobre as norte-americanas na casa delas: até então, haviam sido 12 jogos e 12 derrotas.
Em junho deste ano, mais um capítulo de uma das maiores rivalidades do futebol feminino foi escrita, quando a Amarelinha conseguiu uma vitória consecutiva sobre os EUA, também de virada, desta vez, no Brasil.
Ainda em 2025, a Seleção Brasileira conquistou a Copa América, que reuniu 10 países, em uma campanha invicta e média de 3,5 gols por partida. O segundo título da era Arthur Elias, também de maneira invicta, foi no FIFA Series, realizado em abril de 2026 em Cuiabá (MT) com quatro seleções.
Adversários e elenco diversos
Em três anos, a Seleção Feminina enfrentou 25 adversários, sendo Japão e Estados Unidos os países com mais jogos, seis cada. A Colômbia, que se consolida como uma das novas forças da modalidade na América do Sul, aparece em seguida, com cinco partidas e um Brasil invicto, com 2 vitórias e 3 empates.
6 jogos: Japão e Estados Unidos
5 jogos: Colômbia
4 jogos: Canadá
2 jogos: Austrália, Espanha, França, Jamaica, México, Venezuela
1 jogo: Argentina, Bolívia, Costa Rica, Inglaterra, Itália, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Portugal, República da Coreia, Uruguai e Zâmbia
Além dos confrontos difíceis, de escolas distintas, o treinador tem como premissa a diversificação do elenco. Desde setembro de 2023, Arthur fez 21 convocações, não só para amistosos e competições, como também para períodos de treinamento fora Data FIFA.
Participaram do ciclo 99 jogadoras, com média de idade de 26 anos, vindas de 41 clubes de 31 cidades e 9 países. Trazer atletas de diferentes gerações e ligas enriquece o grupo, defende o técnico. “Nós temos muitas opções e isso é bom, mas não é fácil. Sempre tivemos um amplo leque de atletas, por merecimento de atuação em seus clubes. Agora vamos entrar nessa linha de ter mais tempo com um grupo mais repetido”, adiantou Arthur.
Onde jogam as atletas convocadas
Brasil – 50,8%
Estados Unidos – 23,2%
Espanha – 12,5%
México – 4,5%
França – 3,5%
Inglaterra – 2,7%
Portugal – 1,4%
Arábia Saudita – 1,2%
Alemanha – 0,4%
|📸© Lívia Villas Boas/CBF via Fotos Públicas
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