SUS realiza 192 mil atendimentos de saúde mental no primeiro semestre de 2025 📸 © Divulgação

O Sistema Único de Saúde registrou 192 mil atendimentos em saúde mental no primeiro semestre de 2025. O número representa aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2023.

O investimento na Rede de Atenção Psicossocial passou de R$ 1,6 bilhão em 2022 para mais de R$ 2,2 bilhões em 2024. Desde 2023, foram habilitados 653 novos pontos de atenção, totalizando mais de 6,2 mil serviços em funcionamento no país.

A rede inclui Centros de Atenção Psicossocial, Serviços Residenciais Terapêuticos, Unidades de Acolhimento e leitos de saúde mental em hospitais gerais. Há ainda 140 novos serviços em fase de habilitação e 224 equipes multiprofissionais financiadas pelo Ministério da Saúde.

O ministério também definiu critérios para o funcionamento dos Centros de Convivência, espaços voltados à integração comunitária e ao fortalecimento de vínculos sociais. Segundo o governo federal, as ações integram a estratégia de ampliação da atenção à saúde mental no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Em 2024, Brasil registrou 440 mil afastamentos por transtornos mentais 📸 © Markus Spiske/Pixabay

A promoção da cultura de bem-estar no ambiente de trabalho está entre as exigências legais para todas as empresas brasileiras, segundo as regras de gestão de segurança e saúde no trabalho.

Neste 10 de outubro, Dia Internacional da Saúde Mental, o tema da cultura organizacional pede uma reflexão, dado o alto índice de afastamentos de trabalho por transtornos mentais no país. 

Em 2024, foram mais de 440 mil registros, um recorde da série histórica acompanhada pelo Ministério da Previdência.

Carlos Assis, psicólogo clínico e fundador do Instituto Philos Org, avalia como as empresas precisam agir para criar um ambiente favorável à saúde integral dos trabalhadores.

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“A saúde, na verdade, não é a ausência da doença. A saúde acontece quando a pessoa tem a possibilidade física, mental, emocional, comunitária, social, econômica, para que possa executar o seu projeto de vida. É necessário que a gente tenha uma cultura de promoção. Promoção é nós sermos ativos e proativos na criação de um ambiente favorável. E, por consequência, ele também estará atuando na prevenção de que doenças aconteçam”.

O especialista, responsável pelo Anuário ‘Saúde Mental nas Empresas Brasileiras’, explica ainda como as políticas de diversidade e inclusão fazem diferença dentro das organizações.  

“A pessoa com todas as suas condições: mulher, negra, de uma determinada idade. Isso torna um perfil único que faz com que ela, no momento em que vai interagir nessa cultura, ela já traz esses marcadores culturais. Então, é muito importante que a empresa consiga estabelecer uma cultura inclusiva, de tão forma que todas as pessoas possam se sentir pertencentes, com a sua identidade, sem que isso a coloque em qualquer posição de vulnerabilidade ou desequilíbrio dentro das relações”.

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Quanto aos programas de qualidade de vida no trabalho, Carlos Assis avalia a importância da integração das medidas, para evitar descontinuidade da política organizacional.

“A coisa mais importante é que o programa seja um todo organizado e não um conjunto de ações isoladas, que vão sendo feitas sem uma maior conexão. É preciso um guarda-chuva estratégico aonde o programa possa incluir e conectar todas as ações de uma forma integrada. Desde exames preventivos de saúde física, até desenvolvimento de lideranças em relação ao seu papel no estabelecimento de uma cultura e de um ambiente de segurança psicológica”.

O Anuário Saúde Mental nas Empresas 2025 analisa os 100 maiores grupos coorporativos do Brasil, que empregam cerca de 3 milhões de pessoas.  O levantamento mostra como essas empresas evoluíram em sua forma de lidar com o tema da saúde mental nos últimos três anos. Mais informações no endereço: philosorg.com.br

Por Daniella Longuinho

|📸 © Tomaz Silva/Agência Brasil