Rio de Janeiro – Agente chega à sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, levando malotes (Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil)

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira (18/06), a Operação Infesto, com o objetivo de desarticular esquema criminoso voltado à prática de fraude em licitações, de corrupção, de peculato e de lavagem de dinheiro. Foram expedidos nove mandados de busca e apreensão, sendo oito em Pernambuco e um na Paraíba. 

As investigações tiveram início com a identificação de movimentação de valores incompatíveis com a capacidade econômica da empresa, além da realização de saques frequentes em espécie e de transferências para diversas pessoas físicas. São investigadas contratações em três municípios pernambucanos que resultaram em repasses de R$ 3,8 milhões à empresa investigada, entre 2020 e 2024. Desse total, cerca de R$ 2,3 milhões foram custeados com recursos federais.

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Segundo as investigações, os valores recebidos eram posteriormente distribuídos a integrantes do núcleo familiar da sócia da empresa e a terceiros, visando à ocultação da origem dos recursos. Também foram identificados indícios de repasses financeiros a agente público em período coincidente com a execução dos contratos, o que pode indicar o pagamento de vantagem indevida.

Os mandados têm o objetivo de apreender documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios que permitam aprofundar as investigações e identificar os responsáveis. Os investigados poderão responder, conforme o caso, pelos crimes de associação criminosa, de peculato, de corrupção ativa e passiva, de fraude à licitação e de lavagem de dinheiro.

|📸© Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr