Operação conjunta bloqueia mais de R$ 125 milhões da facção Comando Vermelho na PB 📸 © Ilustrativa/PCPB

Um policial civil da DRACO foi baleado nas primeiras horas desta terça-feira (30) durante a Operação Asfixia, deflagrada em conjunto pela Polícia Civil da Paraíba, Polícia Civil do Rio de Janeiro e GAECO. O agente foi atingido por disparos nas costas e na perna em um confronto com criminosos na cidade de Cabedelo.

O policial foi socorrido em uma viatura descaracterizada da Polícia Civil e chegou ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa por volta das 5h25, recebendo atendimento médico de urgência. Segundo a unidade hospitalar, o quadro de saúde é considerado estável, e o agente permanece em observação.

|🚨 Operação “Asfixia”

O Ministério Público da Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) e a Polícia Civil da Paraíba (PCPB), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), deflagraram, na manhã desta terça-feira (30), a Operação “Asfixia”.

A ação integrada mobilizou mais de 150 servidores, distribuídos em 30 equipes. Foram cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e em comunidades no Rio de Janeiro.

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O objetivo era desmantelar e asfixiar financeiramente a célula do Comando Vermelho (CV) na Paraíba, conhecida como “Tropa do Amigão”, sob a liderança de Flávio de Lima Monteiro, vulgo “Fatoka” que, de acordo com as investigações, continuaria ordenando crimes na Paraíba, mais especificamente, em Cabedelo, apesar de estar foragido e escondido em uma comunidade no Rio de Janeiro.

O trabalho conjunto resultou na identificação de uma rede de “laranjas”, empresas fantasmas e movimentações financeiras que ultrapassam R$ 250 milhões, culminando no bloqueio judicial de R$ 125 milhões em bens e valores vinculados à organização criminosa.

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O Gaeco e a Draco ressaltam que o combate às organizações criminosas exige ações coordenadas em múltiplas frentes: desarticular lideranças, neutralizar o braço armado e atacar o poder econômico. A Operação “ASFIXIA” demonstra que a integração institucional fortalece a capacidade do Estado em privar facções criminosas dos meios necessários à manutenção de suas atividades ilícitas, representando um marco para o enfrentamento qualificado ao crime organizado no Nordeste.

|📸 © Ilustrativa/Fernando Frazão/Agência Brasil