Não precisaremos do horário de verão neste ano, diz Alexandre Silveira 📸 © Brett Sayles/Pexels

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (14) que o governo federal está “completamente seguro” de que o país não precisará retomar o horário de verão neste ano.

De acordo com Silveira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne todo mês para tratar da segurança energética nacional e também da modicidade tarifária – princípio que garante a cobrança de tarifas justas.

“Chegamos à conclusão que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano.

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, Silveira lembrou que o Brasil é um país que depende naturalmente de suas hidrelétricas.

“Elas nos dão segurança energética e dependem das nossas térmicas. Por isso, estamos implementando e vamos, na próxima semana, lançar o leilão das térmicas.”

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Energias renováveis intermitentes

Segundo o ministro, o Brasil é um país com grande capacidade para produzir energia renovável que, embora limpa, tem a característica de ser intermitente, por depender de fatores naturais. Para lidar com isso, o governo federal aposta no armazenamento por baterias.

“São energias ainda intermitentes. Por isso, também estamos com uma expectativa muito grande de lançar, ainda neste ano, nosso leilão de bateria. A gente vai literalmente armazenar vento. O vento vai ser armazenado através das baterias.”

O ministro explicou que, com as baterias, será possível armazenar a energia solar, por exemplo.

“Através da bateria, vamos ter o sol até 22 horas armazenado. Energia solar armazenada em baterias. É um grande sistema que vem estabilizar o nosso sistema”, completou.

Ao citar o apagão ocorrido na Península Ibérica, em abril, Alexandre Silveira lembrou que a instabilidade gerada por energias intermitentes não se restringe ao Brasil. 

“É um grande problema e não é um problema nacional, é um problema no mundo inteiro. Portugal, Espanha sofreram agora recentes apagões de longo prazo por causa dessas intermitências”.

O sistema energético brasileiro, no entato, é “muito robusto”, segundo Silveira, e com o planejamento “muito bem feito”. Por esse motivo, o governo descarta a necessidade do horário de verão em 2025

“O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro. Por isso, teríamos coragem completa e absoluta, caso fosse necessário, independentemente das opiniões e das controvérsias sobre o horário de verão, de implementá-lo”, concluiu.

Por Paula Laboissière, da Agência Brasil

|🕯 Incêndio em subestação gerou apagão que afetou 58 cidades da Paraíba e todas as regiões do país

Incêndio em subestação provocou apagão que atingiu todas as regiões brasileiras 📸 © Paulo Pinto/Agência Brasil

Ao falar sobre o apagão registrado na madrugada desta terça-feira (14) em todos os subsistemas do país, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que não houve falta de energia, mas um problema na infraestrutura ocasionado por um incêndio numa subestação do Paraná.

“É importante que a população entenda o que acontece neste momento. Não é falta de energia. É um problema na infraestrutura que transmite a energia. Quando se fala em apagão, a gente sempre lembra aqueles tristes episódios de 2001 e de 2021 que, na verdade, aconteceram por falta de energia e falta de planejamento. Hoje não. Hoje, nós temos muita energia.”

Sistema reforçado

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil  de Comunicação (EBC), Silveira destacou que o sistema de transmissão brasileiro foi reforçado por meio da contratação de 70 bilhões de linhas de transmissão.

“Estamos com obras em todo o Nordeste brasileiro para o centro de carga, que é o Sudeste. E também ligamos Manaus a Boa Vista. Temos mais segurança energética” acentuou.

“É um episódio pontual que o Operador Nacional do Sistema deu pronta resposta graças a um moderno sistema do nosso operador nacional”, finalizou o ministro.  

|🕯 Cidades da Paraíba afetadas, diz Energisa

O apagão que afetou diversas cidades brasileiras, na madrugada desta terça-feira (14), atingiu 58 municípios da Paraíba. A informação foi confirmada, em nota divulgada à imprensa, pela concessionária que distribuidora energia no estado, a Energisa.

Entre algumas cidades afetadas pelo problema, no estado, estão Pedra Lavrada, São João do Cariri, Dona Inês, Princesa Isabel, Malta, Sume, Bananeiras, Soledade, Araruna, Coremas, Santa Luzia, Pocinhos e Bonito de Santa Fe.

O apagão foi provocado por um incêndio em um reator na subestação de Bateias, no Paraná, que interrompeu a ligação entre Sul e Sudeste e acabou afetando a distribuição de energia para outras regiões.

Confira a nota divulgada pela Energisa, explicando o problema:

A Energisa esclarece que um evento externo no Sistema Interligado Nacional (SIN), registrado na madrugada desta terça-feira (14), às 00h31, afetou o suprimento de energia em várias localidades do país.

Para garantir a segurança do sistema elétrico e por determinação do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), foi interrompido o fornecimento de energia elétrica em algumas localidades da concessão da Energisa Paraíba.

No estado, o restabelecimento iniciou em 2 minutos, sendo completamente normalizado para todos clientes afetados por volta de 00h40. O ONS ainda não divulgou as causas dessa ocorrência.

|🕯 O Apagão

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que à 0h32 desta terça-feira (14) uma ocorrência no Sistema Interligado Nacional (SIN) provocou a interrupção de cerca de 10.000 megawatts (MW) de carga, afetando os quatro subsistemas: Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte. 

Em nota, o ONS detalhou que a ocorrência teve início com um incêndio em um reator na Subestação de Bateias, no Paraná, desligando toda a subestação de 500 kilovolts (kV) e ocasionando a abertura da interligação entre as duas regiões. “No momento, a Região Sul exportava cerca de 5.000 MW para o Sudeste/Centro-Oeste”.

Ainda de acordo com o comunicado, na Região Sul, houve perda de aproximadamente 1.600 MW de carga. No Nordeste, a interrupção foi da ordem de 1.900 MW; no Norte, de 1.600 MW; e no Sudeste, de 4.800 MW.

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“Assim que identificou a situação, o ONS iniciou ação conjunta com os agentes para restabelecer a energia nas regiões.”

“O retorno dos equipamentos e a recomposição das cargas se deu de maneira segura, logo nos primeiros minutos, sendo que, em até uma hora e meia, todas as cargas das regiões Norte, Nordeste, Sudeste/Centro-Oeste foram restabelecidas. As cargas da Região Sul foram recompostas totalmente por volta de duas horas e meia após a ocorrência.”

Segundo o ONS, uma reunião com os principais agentes envolvidos na ocorrência está programada para hoje. Um outro encontro, definido como reunião preliminar de Análise da Perturbação, está previsto para ocorrer até a próxima sexta-feira (17).

|📸 © Miriam Alonso/Pexels