|🔬 Saúde acompanha suspeita de mpox no RN; saiba mais sobre a doença e os registros em 2026

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O caso da jovem de 19 anos que está internada em Mossoró com suspeita de mpox está sendo acompanhado pela Secretaria de Saúde de João Pessoa. A jovem deu entrada em uma UPA de Mossoró no dia 20 de fevereiro, e esteve em viagem em João Pessoa em janeiro.
Apesar de acompanhar a investigação, a Secretaria de Saúde de João Pessoa ressalta que o período entre o contato com o vírus e o surgimento dos sintomas é, em geral, de 3 a 16 dias, podendo se estender por até 21 dias, o que não coincide com o período em que a paciente esteve na capital paraibana.
A jovem deu entrada na UPA, em Mossoró, depois de apresentar sintomas virais e lesões na pele, o que fez a equipe médica suspeitar de infecção por mpox.
O exame para confirmação ou descarte da doença, no caso da jovem, foi solicitado e deve ter o resultado até o fim de semana. Apesar da suspeita da mpox, outras doenças não foram descartadas.
Na Paraíba, não há nenhum caso confirmado da doença até esta quarta-feira (25). De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, até o momento houve a notificação de dois casos na Paraíba, ambos em João Pessoa. A Secretaria de Saúde de João Pessoa informou que os dois casos foram descartados.
Mpox: Brasil registra 88 casos em seis estados e no DF em 2026
O Brasil registra atualmente 88 casos confirmados de mpox em 2026. De acordo com o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS), as ocorrências estão distribuídas pelo Distrito Federal (1) e seis estados:
- Minas Gerais (3);
- Paraná (1);
- Rio de Janeiro (15);
- Rondônia (4);
- Rio Grande do Sul (2); e
- São Paulo (62).
O estado de São Paulo lidera o registro de casos com 62, seguido por Rio de Janeiro, com 15, e Rondônia, com 4. Não há registro de situações graves ou óbitos relacionados a mpox. A pasta aponta que a maioria dos pacientes diagnosticados apresentam sintomas considerados de grau leve a moderado.
Mpox: o que é
A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral (transmitida aos seres humanos a partir de animais) causada pelo Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.
Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.566 notificações, conforme painel de dados do MS atualizado nesta terça-feira (24), com levantamento referente até 20 de fevereiro de 2026. A maior parte dos casos concentrou-se entre 2022 e 2023, quando o mundo enfrentou um surto global, que se espalhou para mais de 120 países e resultou em mais de 100 mil casos.
Mpox: como se prevenir
Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é a prevenção. O MS reforça que é fundamental evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, recomenda-se o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
Entre as orientações estão:
- manter a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel;
- lavar roupas, toalhas e lençóis com água morna e detergente;
- limpar e desinfetar superfícies contaminadas; e
- descartar corretamente resíduos como curativos.
Mpox: sintomas e formas de transmissão
Segundo o ministério, os sintomas da mpox incluem:
- erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo;
- linfonodos inchados (ínguas);
- febre;
- dor de cabeça;
- dores no corpo;
- calafrio; e
- fraqueza.
A transmissão ocorre principalmente por:
- contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas;
- exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
- uso compartilhado de objetos contaminados, como roupas e toalhas; e
- animais silvestres (roedores) infectados.
Em caso de infecção, pacientes com suspeita ou confirmação da mpox devem cumprir isolamento imediato e evitar o compartilhamento de objetos pessoais até o fim do período de transmissão.
Mpox: tratamento
Em 2022, o antiviral tecovirimat (TPOXX), desenvolvido originalmente para tratar a varíola, foi aprovado para auxiliar no manejo da mpox. Apesar disso, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) ressalta que não há tratamento específico para a infecção.
Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem por conta própria. O cuidado clínico deve priorizar o alívio das manifestações, a prevenção de complicações e a redução de possíveis sequelas. Entre as recomendações estão:
- manter as lesões cutâneas secas ou cobertas com curativos úmidos, quando necessário;
- evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos; e
- utilizar enxaguantes bucais e colírios, desde que não contenham cortisona.
Mpox: vacinação
A estratégia de vacinação do Ministério da Saúde prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Entre os grupos contemplados na imunização pré-exposição estão:
- pessoas vivendo com HIV/aids, maiores de 18 anos, com baixa imunidade; e
- profissionais de laboratórios que lidam diretamente com o vírus, entre 18 e 49 anos.
Já na vacinação pós-exposição, a recomendação é para indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.
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