|💻📲🛍️ Taxa das blusinhas pode voltar? Pressão da CNI reacende debate e preocupa consumidores


A chamada “taxa das blusinhas” pode voltar caso as compras de produtos do exterior impactem a indústria nacional, avalia o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele concedeu entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, nesta segunda-feira (27/07).

O imposto de 20% começou a ser cobrado em 2024 sobre produtos importados de até U$ 50 dólares, dentro do programa Remessa Conforme, para equilibrar a competição com produtos nacionais.
Em maio deste ano, o governo zerou novamente o tributo. A Confederação Nacional da Indústria criticou, porque tira a competitividade dos produtos brasileiros. De acordo com a entidade, a taxa de 20% contribuiu para preservar 135 mil empregos e R$ 20 bilhões em atividade econômica.
O ministro afirmou que os números são monitorados e que a importação vem aumentando e, se for necessário, medidas podem ser tomadas.
“Estamos fazendo um período de amostragem para ver qual é o impacto. E a gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente já tem todo o controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora dos padrões e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário.”
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Entre outros assuntos, o ministro Dario Durigan falou sobre as contas do governo e defendeu uma revisão dos gastos obrigatórios para dar mais espaço para outros investimentos.
“Se nós não seguirmos transformando as regras internas, diminuindo o gasto obrigatório e abrindo espaço para gastos discricionários que podem levar a investimento e melhoria da qualidade de alguns programas, nós vamos ficar com pouquíssimo gasto discricionário, o que significa que o presidente que assume não tem muita decisão a tomar. Ele vai apertar um botão e a gente vai, basicamente, pagar servidor público, aposentadoria e os programas que têm previsão de gasto obrigatório.”
Sobre as tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil, o ministro disse que são “um completo absurdo” e uma “interferência externa”, mas que o Brasil vai seguir na mesa de negociação. Disse, inclusive, que vai tratar do assunto com o ministro das Finanças norte-americano, no G20, no mês que vem.
|📸© V H/Pexels
Rádio Centro Cajazeiras

