|🦪🐟Aquicultura bate recorde no país, gera milhares de empregos e consolida o NE entre as potências


A aquicultura desenvolvida em águas da União alcançou, em 2025, o maior volume de produção desde o início da série histórica, em 2019. Foram produzidas 179,6 mil toneladas de organismos aquáticos, resultado 20,9% superior ao registrado em 2024. O desempenho também teve reflexos na economia: a atividade movimentou R$ 1,47 bilhão em Valor Bruto da Produção (VBP) e gerou 4.239 postos de trabalho em todo o país.
O Nordeste participou desse resultado com 34,6 mil toneladas, consolidando-se como a segunda região com maior produção aquícola em águas da União. O Sudeste liderou o levantamento, com 94,8 mil toneladas, seguido pelo Nordeste, Sul (27,3 mil toneladas), Centro-Oeste (22,3 mil toneladas) e Norte (712 toneladas).
Entre os estados nordestinos, Pernambuco aparece em posição de destaque no cenário nacional. O estado produziu 15,3 mil toneladas, ficando entre os maiores produtores do país. No ranking geral, São Paulo liderou, com 64,5 mil toneladas, seguido por Minas Gerais, com 30 mil, e Paraná, com 18 mil toneladas. Depois de Pernambuco aparecem Goiás, com 11,9 mil toneladas; Mato Grosso do Sul, com 10,2 mil; e Santa Catarina, com 9,3 mil toneladas.
Tilápia concentra a maior parte da produção
A piscicultura continental foi responsável por 94,5% de toda a produção aquícola em águas da União, com 169,8 mil toneladas. A tilápia do Nilo foi o principal destaque, com aproximadamente 168 mil toneladas produzidas.
A malacocultura, atividade dedicada à criação de moluscos, registrou 8,8 mil toneladas, enquanto a algicultura, voltada ao cultivo de algas, somou cerca de 997 toneladas.
Os números mostram a dimensão de uma atividade que utiliza espaços aquáticos públicos para a criação de peixes e outros organismos. A aquicultura em águas da União ocorre em áreas de domínio federal, como reservatórios de hidrelétricas, grandes rios e áreas marinhas cedidas para cultivo.
Diferentemente da produção realizada em viveiros, açudes e represas particulares, essa modalidade depende de autorização do governo federal para utilização dos espaços aquáticos públicos.
Mais contratos e oportunidades de produção
A expansão da atividade também aparece no crescimento do número de contratos para utilização das águas da União. Em 2024, eram 1.422 contratos vigentes. Em 2025, esse total chegou a 1.551.
O avanço indica ampliação da utilização dos espaços públicos para a produção aquícola, atividade que contribui para a oferta de pescado e movimenta diferentes etapas da cadeia produtiva.
Perfil dos produtores
O levantamento do Ministério da Pesca e Aquicultura também apresenta informações sobre o perfil dos produtores. Entre os cessionários, aproximadamente 79% são homens e 21% são mulheres.
Em relação à escolaridade, o maior grupo é formado por produtores com ensino médio completo, que representam 24,1% do total. Aqueles com ensino superior completo correspondem a 15,2%. O boletim informa ainda que 26,64% dos produtores não declararam sua escolaridade.
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, os resultados reforçam o potencial da aquicultura em águas da União para ampliar a oferta de pescado, gerar emprego e renda e contribuir para o desenvolvimento regional.
Com produção recorde, movimentação de R$ 1,47 bilhão e mais de 4,2 mil postos de trabalho gerados no país, a atividade ganha relevância econômica. No Nordeste, as 34,6 mil toneladas registradas em 2025 e a participação de Pernambuco entre os maiores produtores nacionais evidenciam a presença da região nesse segmento.
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