|☀️🐂🐄 Temperaturas elevadas colocam rebanhos em risco e exigem mudanças no manejo

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta para produtores rurais diante da previsão de altas temperaturas nos próximos dias, que poderão comprometer o bem-estar dos rebanhos e provocar perdas na produção pecuária em diversas regiões do país.
O monitoramento é realizado por meio do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO), que utiliza o módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) para identificar áreas onde os animais poderão sofrer com o calor excessivo.
O levantamento aponta que, entre 4 e 9 de agosto, haverá uma intensificação das condições de estresse térmico principalmente em Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas, oeste do Pará e regiões vizinhas, onde a combinação de temperaturas elevadas e alta umidade cria um ambiente desfavorável para os bovinos.

Situação pode se agravar ao longo da semana
Segundo o INMET, a tendência é que as áreas classificadas como de Perigo e Emergência aumentem gradualmente ao longo da semana.
No início do período, o risco mais elevado está concentrado em partes do Mato Grosso, Rondônia e sul do Amazonas. Já no fim da previsão, o cenário se agrava com o avanço das áreas críticas e o surgimento de núcleos classificados como Emergência no centro-oeste de Mato Grosso.
Também são esperadas condições severas em Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará.
Enquanto isso, a Região Sul, grande parte do Sudeste e o litoral do Nordeste permanecem com condições consideradas mais favoráveis ao conforto térmico dos animais.
Municípios preocupam especialistas
A análise do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) mostra que Porto Velho (RO) deverá enfrentar a situação mais crítica durante praticamente toda a semana, permanecendo em nível de Perigo e chegando próximo da classificação de Emergência.
Outros municípios, como Lábrea (AM), Juara (MT) e São Félix do Xingu (PA), também apresentam tendência de agravamento, com evolução das categorias de Alerta para Perigo.
Já Corumbá (MS) deve registrar condições menos severas, permanecendo entre os níveis de Atenção e Alerta.
Produção pode ser afetada
O aumento do estresse térmico dificulta a dissipação do calor pelos animais, comprometendo diretamente a produtividade.
Entre os principais impactos estão:
- redução no consumo de alimentos;
- diminuição do ganho de peso;
- queda na produção de leite;
- prejuízos ao desempenho reprodutivo;
- aumento da frequência respiratória e da temperatura corporal.
Os efeitos tendem a ser ainda mais intensos em vacas leiteiras, animais de alto desempenho e sistemas intensivos de produção.
Recomendações aos produtores
Para reduzir os impactos do calor sobre os rebanhos, o INMET orienta que os pecuaristas:
- mantenham água limpa e fresca disponível durante todo o dia;
- ofereçam sombra natural ou artificial aos animais;
- realizem alimentação e manejo preferencialmente nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde;
- evitem transporte, vacinação e procedimentos estressantes nos horários mais quentes;
- monitorem constantemente sinais como respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de alimento.
Segundo o instituto, o acompanhamento contínuo das informações fornecidas pelo SISDAGRO permite que produtores, técnicos e extensionistas adotem medidas preventivas, reduzindo prejuízos econômicos, preservando o bem-estar animal e tornando os sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis.
|📸© Marcello Casal Jr./ABr
Rádio Centro Cajazeiras
