|🚑 Paciente morre em hospital de CG com suspeita de intoxicação por bebida com metanol

O homem de 32 anos internado na Paraíba com suspeita de intoxicação por bebida adulterada com metanol morreu na tarde deste sábado (4), após três paradas cardiorrespiratórias. A morte foi confrmada pela Secretaria de Saúde do Estado. O paciente morreu no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. É o primeiro caso suspeito de intoxicação por bebida adulterada em investigação na Paraíba.
Ele tinha sido internado inicialmente no Hospital Regional do município de Picuí, e depois foi transferido para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde acabou morrendo.
O homem, natural de Baraúna, havia consumido bebida alcoólica nos últimos três dias e apresentava sintomas compatíveis com intoxicação por metanol, informou o secretário de Saúde, Ari Reis.
A Polícia Civil e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) já estão em Baraúna investigando o caso. O corpo do homem será encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande, onde será feita a coleta de material para análise.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que todas as medidas previstas nos protocolos clínicos foram aplicadas, entre elas o uso de um antídoto específico, mas o paciente teve piora no quadro e não resistiu. O órgão também criou um grupo de trabalho com a Agevisa, Procon Estadual, Polícia Civil, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX–JP) para intensificar a fiscalização e o monitoramento de possíveis bebidas alcoólicas adulteradas no estado. As informações são do g1PB.
|🥃 Intoxicação por metanol passa de 110 de casos registrados e liderados pelo estado de SP
Mais de 110 casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida alcoólica haviam sido registrados em todo o país, informou o Ministério da Saúde até as 16h desta sexta-feira (03/10/2025). A pasta começou a divulgar um boletim diário dos casos, com base nos dados enviados pelos estados.

Ao todo, são 11 casos confirmados e 102 em investigação. Na divisão por estados, São Paulo lidera com 101 registros (11 confirmados e 90 em investigação).
Também há casos suspeitos nos seguintes estados:
- 6 em Pernambuco;
- 2 na Bahia;
- 2 no Distrito Federal;
- 1 no Paraná;
- 1 no Mato Grosso do Sul.
Do total de casos notificados, 12 resultaram em morte, das quais uma está confirmada no estado de São Paulo e 11 estão sendo investigadas.
Os óbitos investigados estão divididos pelos seguintes estados:
- 8 em São Paulo;
- 1 em Pernambuco;
- 1 na Bahia;
- 1 no Mato Grosso do Sul.
Informadas pelos Centros de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs) estaduais, as notificações de intoxicação por metanol foram repassadas ao Cievs nacional, que consolida os dados.
Antídoto

O governo anunciou a compra de antídotos para tratar casos de contaminação por metanol associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O Ministério da Saúde vai adquirir 150 mil ampolas de etanol farmacêutico e fará o estoque de outras 4,3 mil em hospitais universitários. A pasta também solicitou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a doação de 100 unidades de fomepizol, medicamento específico para intoxicação por metanol.

Também manifestou a intenção de adquirir outras mil unidades do produto. O fomepizol não é fabricado no Brasil e precisa ser importado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) busca identificar fornecedores internacionais do medicamento usado como antídoto. A agência entrou em contato com outros países para que indiquem fabricantes do produto.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomenda que a população evite destilados de origem desconhecida.
“A primeira recomendação: você tem certeza de onde vem? Você não aceita a bebida que um amigo te passe na festa, de um lugar que você não conhece a bebida, né? Você não sabe o que pode ter ali dentro daquela bebida, né? Nesse caso, quero reforçar essa atenção para os produtos destilados, em especial os destilados em colônia, que é onde se identificou essa situação. A segunda recomendação: se vai beber, em festa alcoólica, esteja bem alimentado e hidratado. E a terceira recomendação: se beber, não pode dirigir em hipótese nenhuma.”
A associação de bares, restaurantes, fabricantes e importadores de bebidas destiladas começou a treinar donos e funcionários dos estabelecimentos.
São recomendações sobre como identificar bebidas falsificadas ou adulteradas. As orientações vão desde a análise da tampa, rótulo, lacres plásticos e selo fiscal até a origem e o descarte das garrafas, incluindo qualidade e conteúdo dos líquidos.
|🍸 Metanol: mortes chegam ao Nordeste e Saúde da PB emite alerta para risco de intoxicação
Um alerta epidemiológico com orientações para profissionais de saúde sobre o risco de intoxicação por metanol foi emitido através da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES), nesta quarta-feira (1º/10/2025). A medida ocorre após determinação do Ministério da Saúde para notificação compulsória imediata dos casos suspeitos.
De acordo com a SES, casos suspeitos devem ser considerados em pacientes que, após ingestão de bebida alcoólica, apresentem sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal), alterações visuais (embaçamento da visão ou cegueira súbita), sinais neurológicos (cefaleia intensa, tontura, convulsão, coma) ou acidose metabólica inexplicada em exames laboratoriais.
“Esse cenário reforça a necessidade de alerta máximo entre os serviços de saúde, com prioridade para a notificação compulsória imediata no SINAN, conforme orientação do Ministério da Saúde”, destacou a SES na nota técnica.
O metanol é uma substância altamente tóxica, cuja ingestão pode provocar náuseas, vômitos, dor abdominal, visão turva, cegueira irreversível, convulsões, coma e óbito. Muitos casos estão relacionados ao consumo de bebidas adulteradas ou de origem clandestina.
Ainda no documento emitido, a Secretaria de Saúde afirmou que continuará “monitorando a situação epidemiológica no contexto nacional, mantendo a divulgação de informações atualizadas e orientando as ações de vigilância e resposta necessárias”. E completou: “É fundamental que profissionais de saúde, gestores e a população estejam atentos e engajados na detecção precoce, notificação imediata e adoção das medidas preventivas para conter a disseminação dessas doenças.”
O número de mortes suspeitas por intoxicação por metanol em São Paulo subiu para cinco na terça-feira, elevando o temor entre comerciantes e moradores — já há, inclusive, quem se negue a servir bebidas destiladas pelo receio de contaminação. A crise, contudo, atravessou as divisas do estado e chegou ao Nordeste, com dois óbitos e um terceiro caso ligados a uma provável presença da substância investigados em Pernambuco. Enquanto isso, autoridades paulistas interditaram três estabelecimentos, incluindo o bar no qual uma frequentadora ficou cega, e fecharam uma fábrica clandestina. A Polícia Federal (PF) também abriu um inquérito próprio para apurar a onda de intoxicações.
|🍹 Polícia Federal vai investigar origem de metanol em bebidas e relação com crime organizado

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira (30) que solicitou à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar a procedência e uma possível rede de distribuição do metanol que causou a intoxicação de pelo menos 10 pessoas no estado de São Paulo, após consumo de bebida adulterada.

Desde o início de setembro três pessoas morreram por contaminação pelo metanol.
“No momento, as ocorrências estão concentradas no estado de São Paulo, mas tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo. Portanto, sendo uma ocorrência que transcende limites de um estado, isso atrai a competência da Polícia Federal”, explicou o ministro, durante coletiva de imprensa.
Segundo Lewandowski, a pasta também determinou à Secretária Nacional do Consumidor (Senacom) a abertura de inquérito administrativo para acompanhar as ocorrências e verificar, do ponto de vista do direito do consumidor, quais as providências a serem adotar.
“A adulteração de produtos constitui crime comum, capitulado no Código Penal no artigo 272. E também a venda, a distribuição de produtos adulterados constitui crime, de acordo com o Código do Consumidor”, destacou o ministro.
“Tomamos as providências cabíveis. Providências, eu diria, enérgicas, para não só identificarmos a origem e podermos coarctar [restringir] a distribuição desses produtos que são claramente intoxicantes para a população. Também estamos em íntima cooperação com o Ministério da Saúde”, concluiu Lewandowski.
Balanço
De acordo com o governo do estado de São Paulo, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol com suspeita de consumo de bebida adulterada.
Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital paulista e o terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.
Por Paula Laboissière, da Agência Brasil
|🍸🍺 Após casos de intoxicação e mortes em São Paulo, órgão alerta sobre bebidas adulteradas
Uma nota técnica com recomendações urgentes aos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado de São Paulo e regiões próximas foi publicada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP).

A medida foi publicada após a ocorrência de nove casos de intoxicação por metanol em bebida alcoólica, que já resultaram em duas mortes, durante um período de 25 dias.
De acordo com o informativo, o objetivo “é orientar o setor privado e desencorajar a ação criminosa de falsificadores e distribuidores irregulares”.
A medida é dirigida a bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis, mercados, atacarejos, distribuidores, plataformas de e-commerce e aplicativos de entrega, mas também orienta consumidores sobre sinais de alerta para suspeita de adulteração.
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São recomendados aos estabelecimentos:
- aquisição exclusiva de bebidas por meio de fornecedores formais com CNPJ ativo e regularidade no segmento;
- compra acompanhada de nota fiscal e conferência da chave de segurança nos canais da Receita Federal;
- não recebimento de garrafas com lacre e rolha violados, rótulos desalinhados ou de baixa qualidade, ausência de identificação do fabricante e importador, sem a identificação dos lotes, com numeração repetida ou ilegível;
- realização de medidas de rastreabilidade como dupla checagem.
O documento aponta ainda que a prática de preços muito abaixo do mercado, odor incompatível com o da bebida, ou relato de sintomas indesejados como visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência são alertas para suspeita de adulteração.
“Nestas situações, não realizem ‘testes caseiros’ (cheirar, provar, acender): tais práticas não são seguras nem conclusivas”, reforça a nota técnica.
A interrupção da comercialização deve ser imediata em caso de suspeita de produto adulterado, informam os órgãos, que também destacam a necessidade de orientar os consumidores que venham a apresentar algum dos sintomas para procurar atendimento médico com urgência.
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“O estabelecimento deve acionar o Disque-Intoxicação 0800 722 6001 (Anvisa) para orientação clínica e toxicológica. Conforme a realidade local, recomenda-se notificar imediatamente a Vigilância Sanitária municipal/estadual, a Polícia Civil (197), o PROCON e, quando aplicável, o Ministério da Agricultura e Pecuária para rastreamento da cadeia.”
Crime
Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública – ao qual a Senacon é vinculada –, destacou que a comercialização de produtos adulterados é crime previsto no Artigo 272 do Código Penal e que a lei que trata das relações de consumo (Lei nº 8.137/1990) também prevê penalidades a quem oferece produtos impróprios para consumo.
O órgão federal informa ainda que o Código de Defesa do Consumidor atribui ao fornecedor a responsabilidade sobre a segurança dos produtos.
“O MJSP reafirma seu compromisso em manter diálogo permanente com o setor privado, fortalecer a cooperação institucional e adotar medidas que garantam segurança aos consumidores brasileiros.”
Fabíola Sinimbú, da Agência Brasil
|📸 © ILUSTRATIVA/Geraldo Bubniak/AEN
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