Violência contra mulheres trans e travestis ainda é pouco notificada 📸© Katie Rainbow

A violência contra mulheres trans e travestis é uma das realidades mais invisibilizadas pelas estatísticas oficiais, embora seja cotidiana e ocorra em diferentes espaços sociais. O tema é destaque da edição desta semana do programa Pautas Femininas, menos retratadas pelos levantamentos oficiais, embora esteja presente em diferentes contextos do cotidiano. O tema é destaque da edição desta semana do Pautas Femininas, que apresenta os dados inéditos da 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado em parceria com a Nexus.

O levantamento confirma que essa população está exposta a diferentes formas de violência e discriminação e traz um dado que chama a atenção: muitas entrevistadas inicialmente afirmaram não ter sofrido violência, mas, ao responderem sobre situações concretas do dia a dia, reconheceram experiências de hostilidade, agressões verbais e exclusão.

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Muitas vezes, situações contínuas de hostilidade, como xingamentos, discriminação e mau atendimento, acabam sendo normalizadas pelas próprias vítimas, o que dificulta o reconhecimento da violência, a denúncia e a busca por ajuda institucional.

No programa, o psicólogo e chefe do Serviço de Pesquisa e Análise do DataSenado, Rolf Regehr, explica os principais resultados do levantamento, comenta os desafios de medir a violência contra uma população historicamente invisibilizada e analisa como esses dados podem contribuir para o aprimoramento das políticas públicas.

A edição também conversa com a colaboradora do Senado Scarlety Pereira, que compartilha sua trajetória e relembra a conquista do primeiro emprego com carteira assinada. Ela fala sobre os desafios enfrentados por pessoas trans na busca por trabalho e sobre a importância de iniciativas de inclusão profissional para ampliar oportunidades.

|📸© Pedro Piegas/PMPA