Cajazeiras, Campina Grande e Cabedelo terão programação gratuita no Dia Internacional da Dança 📸© Tima Miroshnichenko/Pexels

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) realiza, neste sábado (25) e domingo (26/04), programação gratuita em comemoração ao Dia Internacional da Dança. A ação ocorre em Campina Grande, Cabedelo e Cajazeiras.

No sábado (25), a programação tem início às 9h, na sala de dança do Teatro Íracles Pires (ICA), com a oficina ‘Parahyba Corpo Festivo’, com Erik Breno. Já à noite, no palco do ICA, tem sessão dupla do espetáculo ‘Travessia: O que fica em nós’, com a Cia de Dança Marcelo Fiuza, às 18h e 20h.

No domingo (26), às 9h, na área externa do Cineteatro São José, em Campina Grande, Jack Keysy ministra a oficina ‘Maria Fumaça: Waacking e House’. Já às 18h, no palco do teatro, Valéria Vicente apresenta ‘Na Esteira’ e, em seguida, às 18h40, é a vez de Rafael Sabino apresentar seu solo ‘Dançando na Escuridão’.

Ainda no domingo, no Teatro Santa Catarina, em Cabedelo, às 17h, Joyce Barbosa traz para o público sua apresentação, intitulada ‘Em nome do Pai’. Às 17h30, o público assistirá ‘Doce’, espetáculo que é resultado prático do curso de Dança da Universidade Federal da Paraíba.

Confira a programação:

Sábado (25) – Teatro Íracles Pires (Cajazeiras)

9h às 13h – Oficina ‘Parahyba Corpo-Festivo’, com Erik Breno
Classificação: 14 anos

Sinopse: A oficina artística pedagógica trata da realização da descoberta pré-expressiva da dança pessoal e da organização do treinamento energético de um corpo popular expressivo através das bases e dos fundamentos das culturas de danças, com identitário paraibano, do house dance, do frevo e do folguedo da dança teatral do Cavalo Marinho.

18h – Sessão 01 ‘Travessia: O que fica em nós’, com a Cia de Dança Marcelo Fiuza

Classificação: Livre

Sinopse: Nasce da ideia de que viver é atravessar. Atravessamos fases, pessoas, dores, amores e despedidas. Algumas passagens são leves como brisa. Outras são profundas como mar aberto. Mas nenhuma é em vão. Este espetáculo propõe uma jornada sensível sobre os encontros que nos constroem e as partidas que nos transformam. Não é uma história linear. É uma experiência emocional.

20h – Sessão 02 ‘Travessia: O que fica em nós’, com a Cia de Dança Marcelo Fiuza

Classificação: Livre

Domingo (26) – Cineteatro São José (Campina Grande)

9h às 13h – Oficina ‘Maria Fumaça: Waacking e House’, com Jack Keysy

Classificação: Livre

Sinopse: A proposta convida a uma imersão nas Danças de Club, como House e Waacking, articulando história, música e movimento. O processo envolve reconhecer essas influências culturais, experimentar suas bases e refletir sobre como atravessam o corpo, promovendo a continuidade e a reinvenção da cultura disco no contexto contemporâneo.

18h – ‘Na Esteira’, com Valéria Vicente

Classificação: Livre

Sinopse: O espaço largo entre meus seios afirma a ancestralidade indígena silenciada e ocultada pela família ao longo do século XX. Mas o que fazer com essa compreensão, diante de tantas contradições de viver no Brasil do século XXI? A esteira de pipiri é anteparo e portal para acessar a terra e conversar com ela. Intenciono investigar como ativar uma ancestralidade e ser movida por ela. Na esteira, me acompanho de perto.

18h40 – ‘Dançando na Escuridão’, com Rafael Sabino

Classificação: 12 anos

Sinopse: Uma coreografia da depressão. O protagonista é um professor e bailarino que, na sua condição humana, vive uma rotina sobrecarregada por “milhões de funções”. Essa multiplicidade de papéis e tarefas gera um caos interno que encontra sua única voz através da dança. Seu Solo investiga artisticamente a experiência subjetiva da depressão. A proposta vai além de representar a tristeza; busca corporificar a complexidade do transtorno: o peso físico, a ansiedade, a dissociação, os ciclos da rotina diária e dor aguda, e os raros lampejos de espera ou alívio. O solo sugere a paradoxal ideia de encontrar um movimento, uma pulsão de vida, mesmo dentro do vazio mais profundo. O objetivo é criar um retrato íntimo, cru e não romantizado da rotina que adoece, transformando a angústia em matéria prima coreográfica para gerar identificação, reflexão e reduzir o estigma em torno da saúde mental.

Domingo (26) – Teatro Santa Catarina (Cabedelo)

17h – ‘Em nome do Pai’, com Joyce Barbosa

Classificação: 14 anos

Sinopse: Numa atmosfera cênica de ambivalência entre o medo e a busca por se salvar, uma criatura sem forma tenta lutar contra uma raiva interior, brotada em seu corpo pelas circunstâncias de abandono, como forma de seguir vivendo, se questionando: o que pode o humano, de olhos abertos, diante de um pesadelo? E o que pode uma criança diante do assombro do desamparo?

17h30 – ‘Doce’, resultado prático do Curso de Dança da UFPB

Classificação: 14 anos

Sinopse: No fio simbólico da vida, que conduz cada sujeito pelos seus caminhos, encontros e amores, existe uma tinta de múltiplas cores, que pinga sensível traçando as rotas para que lembremos por onde passamos e com quem estivemos. E é por esse fio de melaço que goteja no espaço que artistas entram em cena para construírem seus rastros de afeto nos corpos um dos outros.

|📸© Tima Miroshnichenko/Pexels