Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e), acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (d), durante cerimonia do sistema único de saúde (SUS)📸© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo do Brasil fechou parceria para produção 100% nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe (conhecido comercialmente como Keytruda) no Sistema Único de Saúde, que é indicado para até 18 tipos de câncer. A medida permitirá ampliar o uso dessa imunoterapia de ponta para o tratamento de outros tipos de câncer na rede pública, onde atualmente já é utilizada no tratamento de melanoma.

O acordo firmado em março autoriza a produção do medicamento pelo Butantan para o fornecimento pelo SUS. O preço do medicamento no mercado privado pode chegar a R$ 27 mil. A medida permitirá ampliar o uso dessa imunoterapia de ponta para o tratamento de outros tipos de câncer na rede pública, onde atualmente já é utilizada no tratamento de melanoma.

Atualmente utilizado no tratamento de melanoma, o pembrolizumabe reativa as células de defesa do paciente, fortalecendo a imunidade contra a doença. Além da oferta do medicamento no SUS para o tratamento de melanoma avançado não-cirúrgico e metastático, está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a ampliação do uso dessa terapia para pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero.

“A inovação que nos interessa é aquela que chega às pessoas, principalmente as mais vulneráveis. Aquela que reduz desigualdades, amplia o acesso, melhora o cuidado e salva vidas. Porque, no fim, não estamos falando apenas de tecnologia. Estamos falando de direito à saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Essa é uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) que começa agora e ao longo de 10 anos o Instituto Butantan vai incorporar essa capacidade produtiva e ser capaz de produzir no Brasil um medicamento que é muito importante. O medicamento já está incorporado e disponível no SUS para o tratamento de melanoma”, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri.

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