Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) durante debate na Band 📸© RS/Fotos Publicas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% de intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48%, segundo a pesquisa PoderData/Aya, divulgada no fim da tarde desta quinta-feira (22), a três dias do segundo turno. Com relação ao levantamento da semana passada, a distância entre os candidatos caiu de três para um ponto percentual.

Para o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), as pesquisas não conseguem apontar para um resultado possível, até porque os candidatos figuram, com a margem de erro, em empate técnico. Os últimos levantamentos, no entanto, indicam uma evidente “alavancagem de Lula”.

“Mas tem outras variáveis, como votos brancos, nulos, indecisos e as abstenções. Estamos na final de Copa do Mundo como se fosse aquela época que tinha morte súbita, quando um time fazia um gol, acabava o jogo”, afirma, fazendo analogia com o futebol.

Ramirez aponta que a campanha de Lula tem demonstrado sucesso nas estratégias de engajamento nas redes, contudo, alerta que isso não reflete o cenário total do Brasil, atravessado por diversas desigualdades, inclusive de acesso à internet.

Ainda assim, ele afirma que “essa subida do Lula por causa do Exército do Janones pode, sim, trazer alguma vantagem. A esquerda sempre perdeu feio nas redes sociais, e nesse momento estamos vendo uma inversão. Parece que os petistas viraram bolsonaristas. Não nas ideias, claro, mas nessa estratégia”.

O cientista político destaca que, desde a disputa entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, a distância entre candidatos em segundo turno tem diminuído cada vez mais.

Com relação aos índices de rejeição dos candidatos Lula e Flávio divulgados pela Quaest, Paulo Niccoli Ramirez observa que o número de escândalos envolvendo o bolsonarista pode ter tido um impacto nessa avaliação. “O aumento da rejeição de Flávio se dá pela quantidade gigantesca de denúncias. Alguns analistas apostam que, se existir a chance de o segundo colocado ultrapassar o primeiro, a eleição é essa. Pesa contra Flávio o fato de ele estar no olho do furacão”, explica.

As informações são de José Bernardes, Larissa Bohrer e Maria Teresa Cruz, do Brasil de Fato

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