|✝️🛐 Malafaia é muito midiático e distante da realidade dos pastores, diz membro de Frente Evangélica


A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou recentemente uma carta apoiando, já no primeiro turno, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente. A entidade já tinha feito esse movimento na eleição passada, mas no segundo turno.
O movimento, composto por líderes religiosos, pastores e teólogos, afirma que a indicação de voto no petista é uma defesa da democracia, dos direitos fundamentais, dos direitos sociais e da dignidade humana.
Em entrevista ao Programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, Fernanda Fonseca, membro da coordenação da Frente de Evangélicos, afirma que a posição leva em consideração que a parcela evangélica da população é bastante plural.
“Os evangélicos não representam um bloco, não são uma massa homogênea, não são monolíticos. A gente não pode, em hipótese alguma, afirmar que todos pensam iguais, votam da minha mesma maneira, têm as mesmas experiências. Pelo contrário, são pessoas como qualquer outro brasileiro, são trabalhadores, têm as suas vivências, vivem os seus dilemas.”
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
|🔘 LEIA TAMBÉM:
- + Mais de 918 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior; entenda o perfil e os locais de votação
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Para Fonseca, há líderes religiosos que se mostram descolados da vida real das pessoas evangélicas no Brasil. “Esses líderes são muito mais midiáticos, estão muito distantes da realidade da grande população evangélica, um Edir Macedo, um Silas Malafaia e tantos outros, né? Eles vivem em uma condição socioeconômica completamente diferente da grande maioria dos pastores que a gente encontra nos territórios.”
Fonseca aponta que há uma estigmatização das pessoas evangélicas. Diante disso, ela defende uma maior escuta dos anseios dessa população, que, segundo ela, faz parte da categoria mais vulnerabilizada da nossa sociedade.
“A maioria dos evangélicos hoje é pobre, periférico, trabalhador. Se você não conversa com essas pessoas, como você propõe políticas públicas que vão atender às necessidades desses trabalhadores? Dessas mulheres que necessitam de creches para os seus filhos? É quase impossível.”
As informações são de Ana Rosa Carrara e Lucas Salum, do Brasil de Fato
|📸© Paulo Pinto/ABr
Rádio Centro Cajazeiras

