|🎶 Lucas Bezerra lança single com Geraldo Azevedo em tributo ao mestre paraibano Totonho
O cantor e compositor cearense Lucas Bezerra lançou nesta sexta-feira (24/07) o segundo single do álbum “Eu Mandei Meu Amor Pro Espaço”, que homenageia o compositor paraibano Totonho. Com participação de Geraldo Azevedo, a faixa “Rosa da Matinha” sucede “Arqueiro Zen”, lançada há duas semanas, que teve a participação de Rita Beneditto.
Natural do Crato, no interior do Ceará, Bezerra tomou contato com a obra de Totonho aos 17 anos, quando se mudou para João Pessoa para estudar. Em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, o artista conta que, ao homenagear Totonho, de certa forma, quer ampliar o alcance da obra de um compositor que merece maior reconhecimento.

“Ele é nascido no Cariri paraibano e eu venho do Cariri cearense; nasci no Crato e cresci em Orós. E, como o sertão do Ceará tem uma relação muito próxima com a Paraíba, é muito comum esse fluxo entre os estados. Quando conheci a obra de Totonho, me impactei profundamente. É uma longa história que envolve admiração, respeito e identificação de uma poesia característica de Totonho”, conta.
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“Nós fizemos a seleção de repertório para esse disco com ênfase em um universo mais dramático das composições dele. Ele toca em temas como a solidão, essa experiência mais íntima da vida. Mas tem também crítica social, porque a poesia de Totonho é vasta”, revela o músico, ao contar que “Arqueiro Zen” remete ao episódio do assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto por engano pela polícia de Londres em 2005.
Lucas Bezerra conta que, originalmente, “Rosa da Matinha” foi gravada por Totonho no álbum “Côco Ostentação”, de 2016. E que ele optou por realizar a releitura em xote para mostrar uma nova possibilidade para ela. “O nosso barato nesse disco foi brincar muito livremente com a recriação desse cancioneiro de Totonho, porque acho que é uma forma de mostrar a própria grandeza da obra dele”, destaca.
O artista conta que, ao fazer o convite a Geraldo Azevedo, a intenção era unir gerações e que o critério para todas as participações do disco era que esses artistas tivessem alguma relação com Totonho. “Desde a década de 1990, porque Geraldo, muito atento, sabia o que estava acontecendo na música paraibana. É a mesma geração do Chico César”, afirma. “Existe uma admiração mútua entre eles. A admiração que Geraldo tem por Totonho foi o motivo do ‘sim’ para cantar ‘Rosa da Matinha’ com a gente”, comemora.
Com informações de Afonso Bezerra, Ana Rosa Carrara e Maria Teresa Cruz, do Brasil de Fato
|📸© Irina Iriser/Pexels
Rádio Centro Cajazeiras

