|🔬 Incêndio destruiu pesquisas sobre câncer, autismo e Covid; MEC tem medidas para recuperar

O Ministério da Educação anunciou uma série de medidas para recuperar o prédio atingido por incêndio, na Universidade Federal de Pernambuco. O ministro Leonardo Barchini esteve no local, nesta quinta-feira (9), e também se reuniu com representantes da Polícia Federal.

A Universidade Federal de Pernambuco ainda está levantando o total de danos causados na instituição. A estimativa é de prejuízo de R$ 100 milhões em equipamentos perdidos, além de todas pesquisas interrompidas.
O edifício de dois pavimentos abrigava centros de pesquisa nas áreas de educação física, biologia e biomedicina, como o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Dentre os temas pesquisados no local estavam câncer, Covid-19, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
O incêndio aconteceu na quarta-feira, no Campus Recife, e atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo. A estrutura de quase 3 mil metros quadrados, com três andares, ficou seriamente comprometida. No local, funcionavam laboratórios de fármacos, genética, informática e inovação terapêutica. Durante a pandemia de covid-19, foi lá que o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica realizou exames para mais de 130 municípios.
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Entre as pesquisas interrompidas pelo fogo, cerca de 200 dissertações, em desenvolvimento, usavam os laboratórios atingidos. A ideia do MEC, agora, é minimizar os prejuízos para formação dos estudantes e pesquisadores. Por meio da Capes, as bolsas com projetos interrompidos serão prorrogadas. Estudantes de doutorado e mestrado poderão continuar as pesquisas em instituições estrangeiras e nacionais, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco.
Além de também recuperar os equipamentos, um novo prédio será construído para receber os laboratórios. A nova estrutura tem valor estimado de R$ 28 milhões e terá 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área do prédio atingido.
A obra deve começar após a conclusão da perícia e das investigações sobre o incêndio. A Polícia Federal realizou um primeiro levantamento no local, com robô e drone, por que a estrutura do prédio foi tão afetada que não permitiu a entrada de peritos. O Instituto Nacional de Criminalística também foi acionado e a investigação é para identificar como o incêndio começou.
|📸© Reprodução JN/Globo
Rádio Centro Cajazeiras
