|🚔🚁 Paraíba volta ao centro das investigações do “Novo Cangaço” após prisão de foragido em SP

Um homem apontado pelas forças de segurança como integrante de uma organização criminosa especializada em ações conhecidas como “Novo Cangaço” foi capturado nesta sexta-feira (11/09), em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A prisão ocorreu em uma ação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Goiás, Ficco/Campinas, Polícia Militar de Goiás (PMGO) e Polícia Militar de São Paulo (PMESP).
O investigado já era procurado pela Justiça e havia sido alvo da Operação Rastro do Cangaço, deflagrada em 2024 na Paraíba, o que coloca o estado novamente no histórico das investigações contra organizações envolvidas em ataques de grande porte a instituições financeiras e transportadoras de valores.
Segundo as investigações, o homem teria participado e coordenado ações criminosas de elevada violência, principalmente na região Nordeste. As autoridades também investigam o uso, durante aproximadamente dez anos, de documentos verdadeiros contendo informações falsas como estratégia para ocultar sua identidade e dificultar sua localização.

A captura foi possível a partir do compartilhamento de informações de inteligência entre as forças de segurança. Após ser localizado em território paulista, o homem foi preso e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Campinas.
Operação Rastro do Cangaço
O investigado já havia entrado no radar das autoridades durante a Operação Rastro do Cangaço, realizada na Paraíba em 2024. A operação integra o histórico de ações de combate a grupos criminosos associados ao chamado “Novo Cangaço”, modalidade caracterizada por ataques planejados contra instituições financeiras e outros alvos de grande valor.
Embora a captura tenha ocorrido em São Paulo, as investigações apontam para uma atuação criminosa com alcance interestadual e forte presença de ocorrências investigadas na região Nordeste.
Atuação integrada
A Ficco reúne instituições de segurança pública e órgãos federais e estaduais para combater organizações criminosas. A estrutura envolve a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e polícias militares e civis dos estados.
O trabalho integrado permite o compartilhamento de dados de inteligência e a realização de operações em diferentes estados, estratégia que contribuiu para localizar o investigado em São João da Boa Vista.
Após a prisão, foram adotadas as medidas de polícia judiciária cabíveis para o cumprimento das determinações judiciais. O homem permanece à disposição da Justiça.
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