|🏥Cajazeiras no centro do debate estadual sobre atendimento de urgência e emergência nas UPAs


O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) realiza nesta segunda-feira (14), às 9h, o Painel de Validação da Auditoria Coordenada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O encontro reunirá gestores, equipes de auditoria e conselheiros relatores para discutir os principais problemas identificados durante a fiscalização de 18 unidades em 13 municípios paraibanos.
Entre os municípios convidados está Cajazeiras, que participará das discussões ao lado de representantes de João Pessoa, Campina Grande, Bayeux, Ingá, Monteiro, Patos, Piancó, Pombal, Sousa, Santa Rita, Guarabira e Princesa Isabel.
O evento será realizado no Plenário Ministro João Agripino, na sede do TCE-PB, em João Pessoa. A abertura ficará a cargo do presidente do Tribunal, conselheiro Fábio Nogueira.
Auditoria encontrou diferenças importantes entre as UPAs
A fiscalização realizada pelo TCE-PB mobilizou 50 servidores, distribuídos em 18 equipes, e avaliou 18 UPAs, sendo 4 estaduais e 14 municipais. O trabalho utilizou 156 itens de verificação, além de análise de dados e ferramentas de inteligência artificial.
Entre os primeiros resultados apresentados pelo Tribunal estão problemas relacionados ao acolhimento, à classificação de risco, à infraestrutura, à permanência prolongada de pacientes e à oferta de atendimento pediátrico.
Segundo o relatório, 17 das 18 UPAs auditadas não tinham alvarás fixados na entrada. O documento também apontou diferenças nas condições de privacidade durante a classificação de risco.
Superlotação e permanência prolongada preocupam
Outro ponto identificado pela auditoria foi a pressão sobre a capacidade de atendimento, principalmente nas áreas de observação.
Durante as inspeções, 17 pacientes permaneciam por mais de 24 horas na ala vermelha e 54 na ala amarela. O TCE-PB avaliou que a observação concentra parte importante da pressão assistencial e da permanência prolongada, indicando a necessidade de melhorar fluxos de saída, regulação e giro de leitos.
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Atendimento infantil também entrou no radar
A auditoria reservou atenção especial à primeira infância, avaliando as condições de atendimento a gestantes e crianças de zero a seis anos em situações de urgência e emergência.
Das 18 unidades fiscalizadas, 14 possuíam ambiente de pediatria, enquanto quatro não tinham esse espaço.
Outro dado chamou atenção: havia pediatra no momento da inspeção em apenas 5 unidades. Ao todo, foram identificados 41 leitos pediátricos no conjunto das UPAs auditadas.
O Tribunal destacou que a diferença entre a estrutura disponível e a presença efetiva de profissionais pode comprometer a resolutividade do atendimento infantil.
Cajazeiras participa da discussão
A presença de Cajazeiras entre os municípios convidados coloca o município na discussão estadual sobre os resultados da fiscalização e os caminhos para aprimorar o atendimento de urgência e emergência.
A participação dos gestores será importante para apresentar informações sobre a realidade local, esclarecer eventuais dificuldades e contribuir para a definição de medidas corretivas que serão discutidas posteriormente.
É importante destacar que o material preliminar disponibilizado pelo TCE-PB não apresenta, nas páginas consultadas, resultados individualizados da UPA de Cajazeiras. Portanto, os dados gerais da auditoria não devem ser atribuídos especificamente à unidade do município sem a divulgação de informações individualizadas.
Mesa Técnica deverá discutir soluções
O Painel de Validação também funcionará como preparação para a instalação de uma Mesa Técnica, que deverá reunir representantes do TCE-PB e dos órgãos responsáveis pelas unidades fiscalizadas.
A intenção é transformar os achados da auditoria em ações concretas, estabelecendo medidas corretivas e mecanismos para acompanhar a evolução de cada unidade.
Segundo o presidente Fábio Nogueira, o objetivo é construir as soluções conjuntamente com os responsáveis pelos serviços e acompanhar as medidas adotadas para melhorar o atendimento à população.
O relatório preliminar aponta ainda como próximos passos a elaboração de um relatório consolidado, a produção de relatórios de acompanhamento, a emissão de alertas para situações consideradas prioritárias e a possibilidade de uma auditoria temática sobre regulação, diante dos impactos da permanência prolongada de pacientes e do giro de leitos.
|📸© Marcelo Camargo/ABr
Rádio Centro Cajazeiras
