│🚨Crise no Irã se agrava após dois meses de guerra implacável e impasse diplomático com os EUA
A guerra no Irã completa dois meses nesta terça-feira (28) marcada por impasses nas negociações de paz e dificuldades no avanço diplomático entre autoridades iranianas e dos Estados Unidos.
Apesar de tentativas de mediação internacional, as conversas seguem travadas. O presidente americano Donald Trump descartou enviar representantes ao Paquistão, que atua como mediador do conflito, alegando a longa duração da viagem e defendendo negociações à distância.

📸 Foto Gage Skidmore Flickr (CC BY-SA 2.0) – imagem adaptada
Segundo Trump, o diálogo pode ocorrer por telefone ou diretamente em território americano. O presidente também voltou a afirmar que o conflito deve chegar ao fim em breve e reiterou a posição de força de Washington.
No último dia 21, o governo dos Estados Unidos decidiu prorrogar um cessar-fogo temporário com o Irã. A medida foi tomada horas antes do fim da trégua anterior e, segundo autoridades americanas, tem como objetivo dar mais tempo para que representantes iranianos apresentem uma proposta unificada de paz.
Mesmo assim, as expectativas de avanço diminuíram após o cancelamento de uma missão diplomática que levaria enviados americanos à capital paquistanesa, Islamabad. No mesmo período, o chanceler iraniano Abbas Araqchi esteve no país em busca de articulações.
Desde o início da guerra, pelo menos 3.375 pessoas morreram no Irã, de acordo com dados divulgados pela emissora estatal IRIB. Entre as vítimas estão integrantes de alto escalão do governo iraniano.
Com a morte do ex-líder supremo Ali Khamenei, o comando do país passou para seu filho, Mojtaba Khamenei, em meio a incertezas e especulações sobre a transição de poder.
Os Estados Unidos também afirmam ter atingido alvos militares estratégicos, incluindo sistemas de defesa aérea e aeronaves.
Segundo a agência estatal iraniana Fars, Teerã enviou ao Paquistão uma lista com pontos considerados inegociáveis para um eventual acordo com os Estados Unidos.
Entre as propostas está a reabertura do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo — em troca da retirada do tema nuclear das negociações e do fim de restrições a portos iranianos.
No entanto, a proposta enfrenta forte resistência de Washington. O governo americano insiste que qualquer acordo deve incluir o encerramento do programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que as condições sugeridas por Teerã não são aceitáveis e criticou a ideia de controle iraniano sobre a navegação na região.
Segundo ele, o estreito é uma via internacional e não pode ficar sujeito a restrições impostas por um único país.

📸 Foto CPL Sam Shepherd NZ Defence Force (Crown Copyright 2011 – Some Rights Reserved)
Apesar do cenário de tensão e das dificuldades nas tratativas presenciais, autoridades paquistanesas indicam que os esforços diplomáticos seguem em andamento. Ainda assim, há dúvidas sobre a viabilidade de um acordo no curto prazo.
Fonte: Portal Correio
Adaptação: Rádio Centro Cajazeiras
