O governo do Irã anunciou a criação de uma nova zona de controle marítimo no Estreito de Ormuz, em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos na região. A medida foi divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica e faz parte de uma estratégia para ampliar o monitoramento e a atuação militar iraniana em um dos pontos mais estratégicos para o comércio global de petróleo.

📸 Imagem: Divulgação / Guarda Revolucionária do Irã (via Brasil de Fato)

De acordo com autoridades iranianas, a área de “controle inteligente” inclui trechos entre o território do país e a costa dos Emirados Árabes Unidos, permitindo maior vigilância sobre a circulação de navios. O anúncio ocorre logo após os Estados Unidos iniciarem uma operação militar para escoltar embarcações no estreito, o que elevou o clima de confronto entre os dois países.

A operação americana, chamada de “Projeto Liberdade”, prevê o envio de milhares de militares, além de aeronaves e navios de guerra para garantir a passagem de embarcações na região. O Comando Central dos Estados Unidos confirmou apoio direto à ação, ampliando a presença militar em um momento de restrições impostas pelo Irã ao tráfego marítimo.

Em resposta, o governo iraniano afirmou que considera qualquer presença militar estrangeira no Estreito de Ormuz como uma ameaça à sua soberania. O Parlamento do país classificou a iniciativa dos Estados Unidos como uma violação de acordos recentes, enquanto líderes militares reforçaram que o controle da região deve permanecer sob responsabilidade exclusiva do Irã.

Autoridades das Forças Armadas iranianas também emitiram alertas a navios comerciais e petroleiros, recomendando que evitem atravessar o estreito sem coordenação prévia com o país. Segundo os comandantes, qualquer tentativa de aproximação por forças estrangeiras poderá ser respondida com ação militar.

A tensão aumentou ainda mais após relatos divulgados por agências iranianas de que um navio de guerra dos Estados Unidos teria sido alvo de mísseis ao desrespeitar orientações na região. O governo americano, por sua vez, negou que qualquer embarcação tenha sido atingida.

O cenário atual é reflexo de um conflito mais amplo, iniciado no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra o Irã. Desde então, o país intensificou suas ações militares e passou a adotar medidas mais rígidas no controle do Estreito de Ormuz, uma rota considerada vital para o transporte internacional de energia.

Crédito: Brasil de Fato
Adaptação: Rádio Centro Cajazeiras