⚠️⛽ Nova gasolina com mais etanol acende alerta: saiba o que pode acontecer com seu carro
O governo federal confirmou a intenção de aumentar a proporção de etanol na gasolina, que pode passar dos atuais 30% para 32%. A medida ainda não está em vigor e depende de avaliação técnica antes de ser oficialmente adotada. A proposta será apresentada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deverá analisar os impactos antes de qualquer decisão final.

📸 Imagem: Engin Akyurt / Pexels (imagem gratuita)
A mudança faz parte de uma estratégia para reduzir a emissão de poluentes, diminuir a dependência de combustíveis fósseis — parte deles importados — e melhorar a qualidade da gasolina, já que o etanol contribui para elevar a octanagem, tornando o combustível mais resistente à detonação. Caso seja aprovada, a nova mistura elevará levemente esse índice, trazendo ganhos técnicos ao desempenho do combustível.
Apesar dos benefícios ambientais e técnicos, a proposta levanta preocupações entre motoristas. Isso porque nem todos os veículos reagem da mesma forma ao aumento do etanol. Carros flex não devem ter problemas, já que são projetados para funcionar com diferentes proporções de combustível. No entanto, veículos importados, modelos de alto desempenho e carros mais antigos podem ser mais sensíveis à mudança.
Especialistas apontam que o aumento do etanol pode provocar um leve crescimento no consumo de combustível, já que o etanol rende menos que a gasolina. Em média, o rendimento pode ser até 30% inferior, o que pode impactar diretamente no bolso do motorista no dia a dia.
Testes anteriores já foram realizados quando a mistura passou de 27% para 30%, incluindo veículos fabricados entre 1994 e 2024. No entanto, a maioria desses testes foi feita em modelos com injeção eletrônica, que já são preparados para lidar com algum nível de etanol. Veículos mais antigos, especialmente os produzidos antes dos anos 1980, quando a gasolina ainda era pura, podem apresentar problemas em componentes como carburador, injetores e sistema de admissão.
Outro ponto de atenção envolve carros importados que foram adaptados para rodar com o combustível brasileiro. Esses modelos podem não ter sido desenvolvidos originalmente para suportar níveis elevados de etanol, o que exige cuidados extras por parte dos proprietários.
Entre as recomendações estão evitar deixar o combustível parado por muito tempo no tanque, o que pode aumentar riscos de corrosão, e considerar o uso de gasolina premium, que possui menor proporção de etanol, embora tenha custo mais elevado.
A proposta ainda passará por análises antes de qualquer decisão definitiva, mas já sinaliza uma possível nova mudança na composição da gasolina no país, com impactos tanto ambientais quanto no cotidiano dos motoristas.
Crédito: R7
Adaptação: Rádio Centro Cajazeiras

