A cada 30 dias, dois paraibanos são resgatados no país de trabalhos análogos à escravidão 📸 © PM/Barra do Garças-Asscom

O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) e a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (EJUD13) realizarão, nesta quarta-feira (26), o Ciclo de Debates “Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo: Conhecer para Enfrentar”, em alusão à Campanha ‘Coração Azul, de combate ao Tráfico de Pessoas para fins de Trabalho Escravo. O evento acontecerá a partir das 8h30, no Auditório do Fórum Maximiano Figueiredo do TRT13, localizado na Rua Aviador Mário Vieira de Melo, s/n, no bairro João Agripino, em João Pessoa. As inscrições podem ser feitas no site do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT13), no link https://sisejud.trt13.jus.br/ejud.

 “Não Feche os Olhos para esse Crime!”. Este é o slogan da campanha ‘Coração Azul’ deste ano que o MPT na Paraíba está lançando, com o apoio da Ejud13, dos Centros de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerests), da Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude (Asbrad), Cocicam, DER-PB e outros parceiros. O lançamento oficial da Campanha acontecerá na próxima semana, em João Pessoa e Campina Grande.

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Nesta terça-feira (25 de julho), iniciando a programação da campanha ‘Coração Azul’ e como parte do projeto ‘Educar para não Resgatar’, o Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT) e a Secretaria de Educação de Campina Grande exibirão sessão especial do filme ‘Pureza’, às 18h30, no Teatro Municipal Severino Cabral (Av. Floriano Peixoto, S/N, Centro de Campina Grande).

Na quarta-feira (26 de julho), às 8h30, o MPT-PB e a Escola Judicial do TRT da 13ª Região (EJUD 13) realizarão, de forma presencial, o Ciclo de Debates “Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo: Conhecer para enfrentar”, no auditório do Fórum Maximiano Figueiredo.

Já na quinta-feira (27 de julho), equipes dos Cerests de João Pessoa, Campina Grande e Patos farão panfletagem com materiais da Campanha nos terminais rodoviários desses municípios que receberão, a partir da próxima semana, placas da Campanha Coração Azul com a mensagem: “Não Feche os Olhos para esse Crime! Denuncie”.

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“Falar sobre trabalho escravo é dar visibilidade. A partir do momento que o tema deixa de ser invisível, é possível fazer o combate. “Precisamos que as pessoas saibam o que significa uma situação de trabalho escravo, para que não sejam vítimas. Quando temos informação e sabemos o que está acontecendo, temos a consciência de que trabalho escravo não é só irregular, é também um crime”, destacou a procuradora do Trabalho Marcela Asfóra, coordenadora Regional da Conaete/MPT (Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas).

Sobre a Campanha ‘Coração azul’

O Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza em todo o país, no mês de julho, a Campanha ‘Coração Azul’, de prevenção e combate ao Tráfico de Pessoas para fins de Trabalho Escravo, que pode ser no meio rural, urbano, no ambiente doméstico e até a exploração sexual de crianças e adolescentes.

A campanha é desenvolvida no mês de julho por ser o 30 de julho o Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A campanha é promovida internacionalmente pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) desde 2009, com o título Blue Heart Campaign.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que existem cerca de 12,3 milhões pessoas em situação de trabalho forçado no mundo, das quais 2,4 milhões foram vítimas de tráfico de pessoas.

Prédios azuis

Durante este mês de julho, prédios públicos e monumentos são iluminados de azul. Na Paraíba, a sede do MPT recebeu iluminação especial e permanecerá azul até o final do mês. O coração azul – símbolo da campanha – representa a tristeza das vítimas do tráfico de pessoas. O uso da cor azul também demonstra o compromisso contra esse crime que viola a dignidade humana.

Sobre o ‘Educar para não Resgatar’

O projeto ‘Educar para não Resgatar’ foi lançado pelo MPT-PB em julho de 2022 e visa a prevenção e o combate ao tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo. A proposta de incluir o tema na educação está sendo desenvolvida, de forma pioneira, nos municípios paraibanos de Picuí e Campina Grande.

📸 © Ministério do Trabalho/Divulgação

Rádio Centro Cajazeiras

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