Operação contra exploração sexual coloca cidades da ParaĆ­ba na mira das autoridades e se estende ao RN e Pernambuco šŸ“øĀ© Paulo Pinto/AgĆŖncia Brasil

Nesta quarta-feira (10/6), a PolĆ­cia Federal, em ação conjunta com o MinistĆ©rio PĆŗblico Federal, com o MinistĆ©rio PĆŗblico do Trabalho e com o MinistĆ©rio do Trabalho e Emprego, cumpriu, na Operação Donos da Noite, mandados de busca e apreensĆ£o expedidos pela JustiƧa Federal. A operação tem o objetivo de colher provas relacionadas a uma rede interestadual montada para o trĆ”fico sexual de mulheres em situação de vulnerabilidade e Ć  redução delas Ć  condição anĆ”loga Ć  de escravo.

A investigação teve início a partir de representação policial formulada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira/PB, declinada pela Justiça Estadual para a Justiça Federal, posteriormente aprofundada pela Polícia Federal.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Na Paraíba, as seis ordens judiciais foram executadas nos municípios de Alagoa Grande, Guarabira; sendo dois mandados; Pitimbu, Pedro Régis e Itabaiana. No Rio Grande do Norte, dois mandados foram cumpridos em Nova Cruz. JÔ em Pernambuco, a ação ocorreu em Goiana.

Paralelamente ao cumprimento das ordens judiciais, são realizadas ações de fiscalização nos estabelecimentos investigados, com o objetivo de apurar e de colher provas de possíveis delitos de trabalho escravo e de trÔfico de pessoas para exploração sexual, além de identificar eventuais vítimas e viabilizar os resgates.

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As investigações indicam que os envolvidos manteriam estabelecimentos utilizados para exploração sexual, com possível imposição de dívidas, de metas de consumo, de multas, bem como outras formas de controle sobre as vítimas. Também hÔ indícios de rotatividade de mulheres entre unidades localizadas nos estados da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte.

A ação busca arrecadar documentos, aparelhos celulares, computadores, mídias eletrÓnicas, registros contÔbeis, comprovantes de transações financeiras, valores em espécie e outros elementos que possam comprovar a materialidade dos crimes, identificar eventuais vítimas, ouvir testemunhas e vítimas, apurar a participação de outros envolvidos e rastrear o fluxo financeiro decorrente da atividade investigada, além de resgatar e ressarcir os lesados.

Participam da operação policiais federais, procuradores da República, procuradores do trabalho e auditores fiscais do trabalho, em atuação integrada voltada à repressão qualificada de crimes contra a dignidade humana, a organização do trabalho, a liberdade individual e a dignidade sexual.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de redução à condição anÔloga à de escravo, trÔfico de pessoas, casa de prostituição e rufianismo, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no curso da investigação.

|šŸ“øĀ© Kamaji Ogino