Pesquisa do Sebrae e FGV aponta que 51% dos microempreendedores individuais no país enxergam perspectivas positivas no reajuste do teto 📸© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A maioria dos microempreendedores individuais (MEI) do país é otimista em relação à ampliação do limite anual de faturamento da categoria e à permissão para contratar até dois funcionários. Segundo a pesquisa Sondagem Econômica MEI, realizada pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas em julho, anterior à aprovação da medida no Congresso e à sanção pela Presidência, 51% desses empreendedores afirmam que as mudanças trariam impactos positivos.

O aumento do teto anual de faturamento integra o pacote de medidas da lei complementar sobre o programa Prospera MEI, sancionada nesta quarta-feira (21), no Palácio do Planalto. O limite passou dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil a partir de 1º de janeiro de 2027 e para R$ 140 mil em 2028.

Entre os entrevistados pela pesquisa do Sebrae, 61% apontam que a elevação do teto “permitiria crescer como MEI” e 43% destacaram que “permitiria continuar atuando como MEI”. Como os entrevistados puderam selecionar mais de uma alternativa, as duas respostas mais indicadas refletem diferentes benefícios percebidos de forma simultânea pelos empreendedores.

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Quatro em cada 10 MEI afirmam que poderiam contratar um novo empregado (11% com certeza em até 12 meses e 31% considerariam contratar um novo empregado no futuro), caso a lei fosse aprovada . A pesquisa ouviu cerca de 2 mil MEI em todas as regiões do país, sendo a amostra representativa para o Brasil.

Destaques nos setores e nas regiões

Quanto à intenção de realizar novas contratações, o segmento da Indústria é o mais otimista (45%) — onde 11% contratariam com certeza em 12 meses e 34% considerariam a possibilidade no futuro —, superando levemente os setores de Comércio (42%) e Serviços (42%).

Geograficamente, a Região Nordeste é a mais propensa a gerar novas vagas a partir da mudança: 45% dos MEI nordestinos pretendem contratar (sendo 14% com certeza no curto prazo e 31% no futuro).

|📸© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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